sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Doces Recordações


Nesta foto homenageio meu pai Nestor de Oliveira e todos os colinenses que lida com a terra, com o campo, com os animais.

Mãos que colhem

Semeadura esperançosa
Muitos pingos de suor
Pingos d’agua vêm do céu
Germinando o bom labor
Chuva boa e sol fecundo
Maturando a floração
O roceiro esperançoso
Se prepara em mutirão
No roçado e na colheita
Vê os frutos em suas mãos
30/01/2016 NOF

Segue abaixo esse artigo que meu pai escreveu sobre esse enxadão dele:

Meu Enxadão ‘Querido’


Oh! Enxadão querido, quando te pego, em minhas mãos veem-me tantas recordações, nesse instante vem-me uma saudade, que sai do fundo do meu coração. Você sabe que essa nossa amizade vem desde o ano de 1941. Lembro-me que foi no começo de setembro que o nosso administrador mandou o fiscal avisar todos nós, colonos, da fazenda para que, quem não tivesse, fôssemos comprar, pois tínhamos um serviço para ser executado e todos precisariam desta ferramenta. Então eu fui para Colina, e lá na Casa São Domingos eu te encontrei e te comprei. A colheita de café daquele ano foi fraca e terminou um mês antes do prazo. Assim a fazenda nos mandou em uma invernada (pasto grande), que ficava na divisa com a fazenda Santa Genoveva, para arrancarmos todos os arbustos de amendoim, arranha gatos, lixas e cipós de todas as qualidades, foi um mês de serviço bruto, mas, foi divertido. E você, enxadão, foi meu grande companheiro nessa empreitada. Depois que arrancamos os arbustos fomos roçar as ervas e capins rasteiros. Então foi mais divertido ainda, era bonito ver, aqueles cem homens, todos manejando as suas foices. Levávamos um eito de duzentos metros de extensão, duzentos indo e duzentos voltando, era bonito e engraçado ver o bailar das foices. Naquela invernada havia muitas aves e bichos, pegamos várias cobras cascavel que, em caixas, eram mandadas para o Instituto Butantã. Quantos passarinhos, nhambus e codornas que pegamos! Várias codornas, ao levantar voos do ninho, batiam nas nossas foices, que estavam no alto para dar o golpe no capim, e caiam mortas. Lembro-me que um cachorro do mato saiu no meio de nós, e, pega daqui e pega dali, ele conseguiu vazar o cerco passando entre as pernas de um colega e saiu ileso fugindo para o mato. Se este enxadão velho falasse, quantas coisas ele ia contar! Já perdi até as contas de quantos tocos ele me ajudou a arrancar. Lembro-me também, que naquela capineira beirando a mata da fazenda do senhor João Henrique Paro, você enxadão ajudou-me a desbravá-la, arrancando todos aqueles tocos. Quantos buracos você fez! E também quantas cercas fizemos juntos! Lembra-se dos cochos (para colocar os alimentos dos animais) que você ajudou-me a furar, querido enxadão! Devo admitir, enxadão, que você é mais forte que eu; ou seja: você furou aquele coxo de aroeira e não sentiu nada, enquanto que eu fiquei cansado e com o corpo todo dolorido. Meu querido enxadãozinho, você me ajudou a criar meus queridos filhinhos, por isso é que eu lhe estimo tanto. Eu não dou e nem vendo você para ninguém. Você é para mim uma joia preciosa e me acompanha há mais de meio século. Em todas as casas que nós mudamos, era com você que eu furava os buracos para fazer as cercas e, também, para fincar as estacas dos varais de roupa. Você acompanhou-me durante vinte e um anos, na roça, e quando mudei para a cidade, você também veio, pois a nossa união para o trabalho era tão grande que não tive coragem de ti deixar. Eu coloquei você em cima do caminhão e partimos, porém, eu vim de Trem e quando aqui cheguei você já estava me esperando. Um dia desses, ao olhar-te, eu senti dó em ver-te com este cabo de peroba, tão grosso, pesado e comprido. Esse cabo tira boa parte de sua força, na hora de penetrar na terra. Eu estou velho e já estou parando com minha empreitada, ao passo que você, ainda vai longe, vai furar buracos por mais uns sessenta anos. Até lá; somente Deus saberá onde estarei. Da minha parte eu espero estar com nosso Pai no céu. E você, meu enxadão, quando estiver bem pequeno, com sua lâmina toda gasta, vão te vender como sucata e te derreter na fornalha, e, provavelmente, na fundição de ti farão uma nova ferramenta e com isso um outro trabalhador comprar-te-á e vocês seguiram uma nova jornada.

Nestor de Oliveira (pai) (2003)




Nesta foto presto homenagem ao Benedito Paro e Antonio Paro (bisavô e avô da minha esposa) por terem ajudado a desbravar as terras de Monte Belo, Colina SP

Monte Belo, peças do arreamento antigo usadas por Benedito e Antonio Paro
Entre os farrapos no porão da casa Paro, essas relíquias testemunham um passado glorioso de uma vida dura, porém, pujante, vencedora e honrada.

GIBÃO desbravou
Benedito usou
Paro fazenda

Mata selvagem
GUAIACA levou
Dindim e merenda

Neste apetrecho
Bisnetos, saudade
Futuro e vida

Segue o exemplo
Do tronco raiz
Família unida

31/01/2016 NOF


Nessa foto presto homenagem ao Bairro Monte Belo, família Paro e ao Grupo Escolar onde cursei o meu primário donde tenho belas e saudosas recordações.

Histórica foto de 1956 do Armazém do Monte Belo. Foto editada para com ela homenagear o Valdemar Vello e seu avô. Lembro-me de quando morava na colonia em frente ao armazém e também quando estudei no Grupo Escolar via o carro de Balas e Doces Vello que regularmente vinha fazer entregas de produtos alimentícios.



DOCES LEMBRANÇAS

Moleque sapeca
Jogava fubeca
Gostava de doce

Doce marmelo
E das balas Vello
Fiado se fosse

Escola recreio
Vitrine recheio
Bolacha e doce

Corria descalço
Naquele percalço
Pedia um doce

Doce suspiro
Ah! que respiro
Leva que trouxe

Infância vivida
Lembrança querida
Doçura de um doce

01/02/2016 NOF

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Nicola Gonçalves

Pequena homenagem ao Sr.Nicola, brilhante escritor e um colinense apaixonado pela sua terra natal.
Junto com as capas de seus livros posto também duas amáveis cartas que recebi dele.
Obrigado Sr. Nicola Gonçalves por divulgar e levar um pouco da história e o nome de Colina SP, nossa querida cidade carinho, aos rincões distantes.







Dedicatória de um livro
Sr. Nicola Gonçalves

Seus livros









quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Colina SP estatísticas 1951






Segundo este documento, no ano de 1951 Colina SP tinha 25.255 habitantes
(Nessa época 70% da população vivia na zona rural)





História da cidade de COLINA SãO PAULO
Em meados do século XIX, os mineiros Alferes João José de Carvalho e o tenente Antônio Francisco Diniz Junqueira tomaram posse da fazenda Palmares, iniciando a colonização do chamado baixo Sertão de Araraquara. Passados alguns anos, os povoadores locais fundaram a cidade de Barretos, que constituiu um ponto de convergência das atividades comerciais da região, onde novas famílias radicaram-se, iniciando vários povoados.
Um destes núcleos, Colina, foi fundado pelo coronel José Venâncio Dias, que doou terras de sua propriedade - fazenda Colina, para formação do patrimônio. O imigrante Italiano José Fabri construiu a primeira casa, onde estabeleceu uma pousada de tropeiros e madeireiros. Logo foram construídas novas habitações, destacando-se entre seus moradores, Osório Leite, Benjamim Palomico, Augusto Costa e Joaquim Alves Teixeira.
No início do século XX, em função da expansão da cafeicultura no norte do Estado, a Companhia Paulista de Estrada de Ferro construiu uma estação no povoado. O café, cultivado em larga escala, possibilitou o desenvolvimento de Colina, onde, em 1917, foi criado o Distrito de Paz e elevado a Município, em 1925.
As sucessivas crises do café e os sucessos obtidos pela pecuária em Barretos, motivaram a transformação de muitas fazendas, em campos de pastagens. Anos mais tarde, o Governo Estadual Adquiriu a fazenda Colina para pesquisas agropecuárias e as técnicas desenvolvidas incentivaram a policultura, destacando-se, atualmente, a citricultura, algodão e milho.
GENTíLICO: COLINENSE
FORMAçãO ADMINISTRATIVA
Distrito criado com a denominação de Colina, por Lei no 1572, de 07 de dezembro de 1917, no Município de Barretos.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Gearal de I-IX-1920, Colina figura como distrito do Município de Barretos.
Elevado à categoria de Município com a denominação de Colina, por Lei Estadual nº 2096, de 24 de dezembro de 1925, desmembrado de Barretos. Constituído de 2 Distritos: Colina e Jaborandi. Sua instalação verificou-se no dia 21 de abril de 1926.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Colina compõe-se de 2 Distritos: Colina e Jaborandi.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decretolei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Colinas pertence ao termo judiciário de Barretos, da comarca de Barretos e se divide em 2 Distritos: Colina e Jaborandi.
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Colina é composto dos Distritos de Colinas e Jaborandi, e pertence ao termo de Barretos, da comarca de Barretos.
Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Colina ficou composto dos Distritos de Colina e Jaborandi e pertence ao termo e comarca de Barretos.
Aparece no quadro territorial 1949-53, fixado pela Lei nº 233, de 24-XII-1948, composto de 1 único Distrito, Colina, em vista de haver sido elevado à categoria de Município o Distrito de Jaborandi.
Assim permanece no quadro fixado pela Lei nº 2456, para vigorar em 1954-1958, comarca de Barretos.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.
Fonte: IBGE

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Foro Distrital de Colina é elevado à Comarca 

O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou no dia 30 de março , a lei complementar 991/2006,.. 

O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou no dia 30 de março, a lei complementar 991/2006, aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador do Estado que eleva o Foro Distrital de Colina à Comarca. O pedido para desanexar o foro da Comarca de Barretos data de 2001, quando a solicitação foi feita pelo Prefeito Dieb Taha ao Desembargador Mohamed Amaro. Na época fora informado que a transformação em Comarca exigia algumas providências por parte da Administração Municipal, até a concretização do processo. Entre elas, a construção de um novo prédio para abrigar o Fórum local e a instalação do Cartório Eleitoral. O trabalho continuou, e a partir da inauguração do novo Fórum, o pedido foi oficializado através de Ofício protocolado, no mês de maio de 2005, junto ao Tribunal de Justiça, presidido pelo Desembargador, Luiz Elias Tâmara, contando, novamente, com o respaldo do Desembargador Mohamed Amaro, na época vice-presidente do Tribunal e do presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Deputado Rodrigo Garcia.

A elevação do Foro de Colina à Comarca foi recebida pelo Prefeito, Dieb Taha, com muita satisfação. “ É o resultado de um trabalho conjunto da Administração e Câmara Municipal, com o objetivo primeiro de facilitar a vida dos nossos munícipes e dos jaborandienses. Até porque, teremos, a partir de agora, a implantação do Cartório de Registro de Imóveis e de Protestos”. Dieb qualificou de imprescindível o empenho do Desembargador, Mohamed Amaro.


População em 2014: 18.177 habitantes

domingo, 9 de novembro de 2014

Monte Belo Esporte Clube

Campo e time do Monte Belo Esporte Clube

Uniforme do grande esquadrão de futebol

 Toniquinho - João Benedito - Adalto - Armandão - Caminhão - João Colombo - Neném - Afonso - Piquira - João do Ernesto - Otávio Marin

Monte Belo, anos trinta/quarenta: Em pé: Joanim Meneguello, Angelim Paro, João Pedro Paro, Pedro Carioca, Antenor Moreira Alves (pai do Zezinho Figueroa. Zezinho nasceu no Monte Belo em 1952. Foi vice-campeão Internacional de clubes no Japão, jogando pelo Cruzeiro E. C. no ano de 1978). Agachados: Antonio Zari, João Alves (irmão do Antenor), Alberto Meneguello, José Antonio Paro (Bepim), Zezinho Menini, o goleiro deitado é o Alonso Paro.
Em pé: João Colombo - Lupércio Paro - Alonso Paro - Antonio Paro Filho -  - -  Antonio Marini (chapéu) Agachados: Antonio Nenem Paro - Afonso Malpica - Eleutério Paro - Ismael Martins - João Ernesto Paro
Monte Belo, ano 1950 +-: em pé: Juiz que apitou o jogo é da fazenda Capituva, Antenor Alves (pai do Zezinho Figueroa), Moacir Favaretto (goleiro, Moacir faleceu no Sábado seguinte à este jogo, vitimado pelo atropelamento da Jardineira), Amílcar Vickini, Joanim Meneguello, Aimar Paro, Antonio Paro Filho (Tonico). Agachados: Olímpio Paro, Aurelinho Paro, Eleutério Paro, João Ernesto Paro, Tarzã. o último de terno é Ernesto Toneli (dono do time e da fazenda Capituva, onde foi realizado este jogo, e perderam pro Monte Belo)


Em pé: Jose Antonio Paro (Bepim) (juiz) - Antonio Paro Filho (Tonico) - Joanim Meneguello -  Lupércio Paro - Alonso Pao - Antenor Moreira Alves - Palmiro Paro - Joanim Malpica - Agachados: Ismael Martins - Mário Martins - Aurelinho Paro - Eleutério Paro - Antonio Malpica - Durvalino Guidolim - Monte Belo anos de 1950

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Monsenhor Antonio Santcliments Torras



Padre Antonio, agora Monsenhor, foi Vigário e Pároco em Colina SP e Jaborandi SP de 1958 a 1962.
Em 19/07/2014 o Monsenhor Antonio Santcliments Torras, natural da Cataluña - Espanha e pároco da Paróquia São João Batista de Olímpia SP, celebrou 61 anos de Ordenação Presbiteral.
Parabéns Mons. Antônio.
Data de Nascimento: 06/03/1929
Data de Ordenação Presbiteral: 19/07/1953 na Espanha.
Faleceu em Janeiro de 2020 em Olímpia SP - Brasil.
Matriz de São José (Colina SP) onde padre Antonio foi vigário e pároco nos anos de 1960 (até 1966) 

Monsenhor Antonio em visita a família de Guerino e Aurélia Paro Tonus em Monte Belo (1962)

Sítio do Sr. Guerino Tonus (1962) José Antonio Tonus, Padre Antonio  Santcliments Torras, Lourdes, Carmem, Isabel e Zenaide.



Matriz de São João Batista (Olímpia SP) Padre Antonio chegou em Olímpia em 1966







(06/03/2014)

(06/03/2014)




Monsenhor Antonio concelebrando com seu Bispo


Padre José e Monsenhor Antonio são irmãos

Recebendo a visita de seu irmão José, também Padre. Não podia faltar o bom vinho na mesa. 

Caíque representando o Monsenhor, quando chegou ao Brasil



(19 de julho de 2013)








Material da Paróquia São João Batista de Olimpia e da Diocese de Barretos